quarta-feira, 26 de outubro de 2016

um


Eu também quis te mandar músicas que me lembraram você, depois de tudo. Por vezes escrevi a mensagem toda e só não enviei. Pensei tanto em ti, até chorei. Senti saudades daquele sexo sim. Mas também quis te bloquear, excluir da vida, me teletransportar pra te dar um baita chacoalhão. Ainda não consigo dar certeza sobre o que acontece aqui, as borboletas me dão ânsia de vômito então - infelizmente - não posso afirmar que isso é apenas 'nada' e tampouco sei o que se passa aí. Também não sei se quero saber. E tu que reclamava tanto da minha indecisão, do meu looping infinito de "não sei" (como bem se vê nesse texto) agora não é só certezas e vive mais chapada que eu. O mundo gira mesmo, 'cê lembra como era no começo? 


Só acho que o que vai deixar de viver precisa parar de acontecer. Semear amor que não vai mais florir deve ser pecado, seja lá qual for o significado de pecado, ainda mais excluindo a questão moral. Ah, a gente sabe que é algo ruim, né?! Tá valendo. A vida é dessas: assuma ou suma, tu também já deve ter aprendido. Não sei. A gente precisa parar de se machucar. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário